18.5.10

Pensando alto

Daí uma garota 8 anos mais nova que você pega seu belo fim de semana, e sai sozinha. Ela que tá sempre acompanhada, nunca sozinha, compra seu ingresso, veste uma bela roupa, solta os cabelos e lá vai ela, no seu taxi, se divertir, já que todas as companhias resolveram não acompanhá-la por motivos vários.
Eu achei aquilo tão bacana, sabe? Porque muitas vezes eu condiciono a minha falta de diversão com a morosidade da vida social dos outros. As vezes, com certeza, ocm a minha falta de guts de sair com as pessoas, conhecidos mesmo. Já não sou mais a mesma. Mas o que eu posso fazer não faço.

Às vezes uns amigos saem e não me chamam, mesmo quando eu sei que eles se encontraram, se divertiram, sei lá. E não guardo mágoa, só minha vingança que será maligna, direito deles.
Mas algumas vezes eu quero tanto, mas tanto sair, e verdade seja dita, isso não é recorrente, e não tem uma viva alma que queira me fazer companhia. People have life, eu penso, e ninguém pode ficar à mercê do meu humor, ou falta dele.
O que importa é que eu poderia ter coisas bacanas pra contar pras pessoas, mesmo que seja "vi uma menina entrar em coma alcoólico, vi gente dançando sem ritmo", sei lá, qualquer coisa.. Que seja pra ver gente diferente, e não passar meus sábados vendo reprise de programa e indo dormir antes que chegue domingo.

Estranho ter me tornado tão dependente das pessoas, sendo que saía sozinha, ia no cinema. Agora preciso dos outros, só que na teoria. Na prática eu só faço me afastar de todo mundo e transformar amizades tão íntimas em relacionamentos mais rasos do que papos do chat uol.

0 falam(m) e eu escuto.:

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