As vezes eu acho que meu problema não é depressão mas sim transtorno bipolar. To indo do 0 a 100 toda semana. E isso é complicado porque acordo chorando e no dia seguinte tá tudo tranquilo.
Nessa de tudo tranquilo resolvi sair. Sozinha mesmo, me aventurar por aí, porque eu,, na minha surtação, passei a semana inteira querendo me jogar do prédio mais alto de Bonsucesso e no outro resolvi que tinha que sair. E ia sozinha, até que minha amiga me convidou pra uma "parada"
"Parada" as in não vou dizer pra onde eu fui.
Tuuuudo bem, vamos lá, não conheço mas assim eu curto também. Marcamos tudo e lá fui eu. Nunca num sábado eu fiz tanta coisa tão rápido e bem feito pra conseguir sair na hora. E até minhas unhas eu fiz, em estragar umazinha sequer, o que, pra quem me conhece, sabe que é um milagre.
Lá fui eu, toda-toda, resolvi ir e ônibus, no meio do caminho ouço tiros e vejo meninos usando crack. Mas né, nada demais.
E cheguei lá, andando muito, usando de subterfúgios e alternativas nunca por mim usadas. E passei minha noite num lugar gigantesco, com seguranças que se parecem meu colega de trabalho, com minha amiga levando amigos que bancavam as bebidas.
E me diverti, resumindo. Poderia dar mais detalhes mas não to afim porque quero dormir, porque não convém, porque não tem nada de muito interessante a ser contado.
Só quero ver o que vai ser da semana e olha, to com medo, porque quando a gente vai muito alto, o tombo é maior. E já estou muito me acostumando comigo como estava e to um pouco apavorada da minha pouca diversão ter efeito rebote.
Mas comprovo uma teoria minha: sou a favor de conhecer de tudo. E me divirto em qualquer lugar, quando me disponho a tal.
Se eu volto lá algum dia? Talvez, talvez, mas daí vai depender de muita coisa. O que vale é que eu to rindo até agora, domingo de noite, toda vez que lembro do quanto eu consegui me divertir ontem.




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